o
relógio da estação marcava
um
alto e entroncado homem
sorria
de um dos lados da linha
todos
os dias
do
outro sorria uma mulher
com
os seus dezanove
e
quarenta anos
a
reter, os brincos da mulher
estridentes
de silêncio
e
as botas dele
invulgarmente
mudas
a
dilecção dela
eram
homens pontuais
a
dele mulheres
sorridentes
ao silêncio
dia
dezanove de um mês
invernoso
do
ano de quarenta
de
um lado da linha
não
havia vislumbre
de
mulher ou homem
e
do outro
também
não
nuno travanca

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