trauteia
uma lírica ausência
uma
árdua caminhada até nenhures
ele
faz a sua pose triunfante
e
elas vão atrás, eles vão atrás
vão
todos atrás, transformados
em
convidados para a grande inauguração
ele
vai e leva o seu umbigo que perpetua
por
entre o auspício nobre de animal
que
almeja o vagar, a quietude
e a
furiosa celeridade, o sismo
ele
tem bem delineado o seu território
ora
suspenso num sorriso sobre os dedos
ora
por cima do último andar
ele
parte e ele regressa, viaja por todo
o
mundo e todo o mundo viaja com ele
ele
é o amor, e hoje eu o transporto.
é para onde?
nuno
travanca

Gosto!
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