terça-feira, 10 de julho de 2012

esta é a sombra fresca da minha solidão,
não há nada de escuro nisso nenhum prodígio oculto
que reapareça pela obscuridade inclusa na pele do vagar
   
esta é a profecia nómada em que te incluo
aquém da lâmina, do traço gráfico e onírico
   
esta é a misericórdia que se pende
pelo golpe de asa mudo
   
pela sombra aguçada dos nossos corpos permeáveis
fresca, fresca como a tua carne tenra

nuno travanca

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