e se o Nilo antes de ter uma alcofa
tivesse tido pés gigantes, ossadas
inimagináveis
se nesse tempo houvesse esplanadas
e os vapores dum café fossem intenso
nevoeiro
se um corte de lâmina afiada
provocasse um tamanho dilúvio
que haveria dali em diante
o mar de se chamar vermelho
e quando a chávena viajasse à boca
se ouvisse tanto, e sentisse mais
que haveria alguém de dizer o que aí
viria:
um temporal medonho
e ainda se o mármore do tampo destas
mesas
não existisse há milhões de anos
nem fosse ermo sítio nenhum
ou que o Sena é onde a morte outrora
chapinhou
não me digam nada disso
sobretudo não me falem em sereias
e lobos do mar
e de como os chimpanzés tudo sabem
não querem é contar.
nuno travanca

gosto. muito.
ResponderEliminar(normalmente quando gosto, ocorrem-me poucos adjectivos... por isso o comentário pouco generoso em palavras)
Palavras pintadas Nuno, gosto tanto...
ResponderEliminarAbraço,
Vera