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| Noronha da Costa |
na
escuridão vermelha
recupera a imagem da decadência
ainda que traído
pelo vómito
é também um
começo, pensa
e no que se alonga em mulheres,
no peripatético bar, ante bar
constrói-se trágico, com pausas de nicotina
constrói-se trágico, com pausas de nicotina
e mede bem o seu olhar de presa
é um monstro, pensa
enquanto anoitece, junto à janela do
carro
o seu bafo quente embacia o vidro
talvez assim alguém possa decifrar
o seu vício
esse dia é hoje
nuno travanca

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